Os invasores roubaram US$ 6,3 bilhões em criptomoedas da Binance em 29 de outubro, levando menos de quatro horas para realizar o roubo. O co-CEO da Binance, Richard Teng, disse à CNBC que a operação foi precedida por meses de preparação envolvendo falsas entrevistas de emprego, malware e ferramentas de IA manipuladas. Seu relato amplia uma explicação anterior, que se concentrou em um laptop comprometido pertencente a um engenheiro de DevOps, responsável por ajudar a operar e manter os sistemas da plataforma.

De acordo com o relato da Binance sobre o incidente no X, os invasores podem ter iniciado os preparativos em junho. Um desenvolvedor tentou instalar uma ferramenta de IA encontrada por meio de uma busca na internet. A Binance identificou um problema de segurança, substituiu o dispositivo e alterou as credenciais do desenvolvedor, mas os invasores já tinham descoberto que ele trabalhava na equipe de carteiras, responsável pela gestão das carteiras digitais da corretora.

Em setembro, os invasores abordaram um colega por meio de uma conhecida plataforma de emprego e se passaram por gerentes de projeto que ofereciam uma vaga atraente. Durante a suposta entrevista, convenceram o segundo desenvolvedor a instalar um software com código malicioso. Em 20 de outubro, também usaram uma ferramenta interna de IA da Binance para assumir o controle de dispositivos adicionais. O roubo ocorreu nove dias depois.

Cerca de US$ 2,85 bilhões em criptomoedas roubadas foram congelados, informou a Binance. Mais de US$ 3 bilhões continuaram sem ser recuperados, tornando o incidente o maior roubo de criptomoedas descrito na reportagem. O recorde anterior citado foi o roubo de US$ 1,4 bilhão da Bybit, em fevereiro de 2025.

Teng não culpou explicitamente a Coreia do Norte, mas reconheceu a avaliação do FBI. A reportagem afirma que os investigadores suspeitam que o grupo norte-coreano TraderTraitor tenha sido responsável pelos dois roubos. A Coreia do Norte negou envolvimento.

Fontes: t3n.