Quase 200 países concordaram com um novo plano para acelerar o progresso em direção às metas de biodiversidade para 2030, depois de reconhecerem que os esforços atuais de conservação estão aquém do necessário.
O acordo foi alcançado na cúpula COP17 sobre biodiversidade, em Yerevan, na Armênia, após duas semanas de negociações para avaliar o progresso do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. Adotado em 2022, o marco busca proteger cerca de um terço das terras e dos mares do mundo até 2030.
O plano resultante, conhecido como Caminho de Yerevan, pretende intensificar os esforços antes da próxima cúpula sobre biodiversidade, no Equador, daqui a dois anos. Suas medidas incluem enfrentar subsídios e incentivos que prejudicam a natureza, ampliar o apoio financeiro, científico e técnico aos países em desenvolvimento e aprimorar os sistemas de monitoramento e comunicação do progresso.
Os participantes também reconheceram que o financiamento continua sendo uma das maiores barreiras para cumprir os compromissos globais relativos à biodiversidade. Steven Guilbeault, ex-ministro canadense do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas, afirmou que seriam necessários recursos públicos e privados substancialmente maiores, juntamente com reformas nos subsídios prejudiciais e melhor acesso ao financiamento para países e comunidades que enfrentam a crise da natureza.
Guilbeault também classificou como especialmente decepcionante a falta de dinheiro em um fundo acordado na cúpula anterior. O fundo foi criado para receber contribuições voluntárias de empresas que lucram com materiais genéticos, mas permaneceu em grande parte vazio.
Fontes: Ars Technica.