A Meta teria desenvolvido um robô humanoide bípede funcional chamado Max, direcionando parte de seu foco do software para o hardware. O protótipo foi criado com o apoio técnico da Fourier, uma empresa chinesa especializada em atuadores e robótica médica. Sua estrutura física foi montada em três meses, usando linhas de produção em Xangai e Shenzhen, segundo a reportagem.
Com cerca de 1,5 metro de altura e pesando aproximadamente 48 quilogramas, Max foi projetado para testar tarefas cotidianas em um ambiente doméstico, como pegar objetos e organizar prateleiras. As câmeras e os microfones do robô foram projetados para responder a comandos de voz a uma distância de até cinco metros e a gestos a até três metros.
O robô usa o módulo Jetson Thor, da NVIDIA, para processar informações visuais e movimentos. Seu sistema de IA, chamado Muse, foi concebido para ajudá-lo a compreender e agir em espaços físicos. As mãos articuladas de cinco dedos foram projetadas para manusear objetos como xícaras e roupas. A carcaça também inclui uma tela para expressões simples e alto-falantes embutidos no peito.
Uma segunda versão, Max 2, estaria em desenvolvimento, com uma distribuição de peso revisada e sensores adicionais destinados a ajudá-lo a subir degraus sem perder o equilíbrio. Ela também inclui um projetor de vídeo integrado para interagir com pessoas no mesmo ambiente.
O projeto enfrenta desafios logísticos e técnicos. Regras alfandegárias mais rigorosas dos EUA para componentes de robótica provenientes da China teriam limitado os envios aos laboratórios da Meta nos EUA, enquanto a duração da bateria durante a operação contínua continua sendo uma preocupação nos testes. A saída de funcionários seniores da divisão de robótica também levou a uma reorganização interna, enquanto a Meta busca avançar o projeto rumo à produção em maior escala.
A posição declarada da Meta continua cautelosa: Max é uma plataforma interna de pesquisa, e não há uma data definida para um lançamento comercial.
Fontes: Pplware.