Didier, um engenheiro reformado de 71 anos que vive perto de Auray, no departamento francês de Morbihan, e a mulher, Marie-Christine, percorrem cerca de 25.000 km por ano. Em junho de 2026, receberam o Mercedes CLA 200 com a bateria mais pequena e começaram a registar a sua utilização, incluindo as condições meteorológicas e o consumo de energia. O relato foi publicado pela Bevolt.

As prioridades de Didier eram um baixo consumo, uma bateria com no máximo cerca de 60 kWh e um carregamento de 15% a 80% em aproximadamente 20 minutos. Define autonomia útil como a capacidade de conduzir durante pelo menos duas horas na autoestrada — cerca de 240 km ou 65% da bateria — em vez de depender da autonomia máxima anunciada. O CLA 200 tem uma bateria LFP de 58 kWh.

Ao fim de quatro meses e 8.000 km, o carro tinha um consumo médio de 12,4 kWh por 100 km em condução mista, ligeiramente acima do valor homologado de 12,3 kWh por 100 km. Didier diz que mantém uma reserva de 15%, o que deixa cerca de 50 kWh disponíveis e autonomia suficiente para aproximadamente 400 km. Com uma média de 40 km percorridos por dia, estima que carrega o carro cerca de três vezes por mês.

O teste mais longo registado pelo casal foi uma viagem de ida e volta de Auray a Nay, perto de Pau. O percurso de ida, feito a 6 de outubro, abrangeu 712 km, com uma velocidade média de 95 km/h e um consumo de 14,1 kWh por 100 km. No regresso, a 12 de outubro, percorreram 715 km a uma média de 90 km/h, com um consumo de 13,7 kWh por 100 km. Ao longo dos 1.427 km da viagem, o consumo médio foi de 13,9 kWh por 100 km.

Fizeram três paragens, duas delas para carregar. O carregamento de 25% a 90% demorou 26 e 27 minutos, sem terem preparado previamente a bateria. Didier também assinalou o efeito das condições: um vento de sul de 20 km/h entre Niort e Bordéus coincidiu com um consumo de 14,6 kWh por 100 km nesse troço.

Didier indica um consumo de 14,7 kWh por 100 km na autoestrada, abaixo dos 17,0 kWh por 100 km registados pela Bevolt no seu próprio teste de 500 km da mesma versão, entre Lyon e Paris. Atribui a diferença a uma velocidade média mais moderada e a uma condução suave. Os registos de outubro foram feitos com temperaturas entre 17°C e 29°C, pelo que o casal ainda não testou o carro no inverno. Didier afirma que o frio, um forte vento de frente, o modo Sport, o reboque ou o transporte de bicicletas no exterior do carro poderiam aumentar o consumo.

O casal também encontrou postos de carregamento fora das autoestradas que não reconheciam o seu cartão de carregamento. Por isso, Marie-Christine prefere chegar com alguma carga restante na bateria, em vez de correr o risco de ficar com pouca. Didier diz que também teria considerado um Renault Mégane novo com bateria LFP, se estivesse disponível quando compraram o CLA.

Fontes: Pplware.