O SR-71 Blackbird que desapareceu de seu suporte de exposição no Armstrong Flight Research Center da NASA, na Califórnia, está sendo limpo, segundo o chefe da agência, Jared Isaacman. Questionado se a aeronave 844 havia sido ligada, ele respondeu: “Estamos apenas limpando, cara”, acrescentando que ela havia ficado empoeirada no deserto.

A aeronave foi retirada de seu suporte ao ar livre no início deste ano e colocada em um antigo hangar de ônibus espacial, segundo uma investigação da Aviation Week publicada em 29 de setembro. Imagens de satélite mostraram que ela havia sido transferida antes de 17 de maio. A mudança de local gerou especulações de que a NASA poderia estar se preparando para fazer o Blackbird voar novamente.

O número 844 foi o último SR-71 a voar, completando seu voo final em 9 de outubro de 1999. A aeronave de reconhecimento construída pela Lockheed estava em exposição no centro Armstrong, na Base Aérea de Edwards, desde 2002. O primeiro Blackbird voou em 1964.

A NASA não confirmou um plano para fazer a aeronave voltar a voar. Um porta-voz havia dito anteriormente que a agência não tinha mais informações a compartilhar naquele momento. Isaacman, porém, fez comentários que mantiveram as dúvidas em aberto: em um show aéreo em julho, descreveu como “classificada” a possibilidade de trazer o SR-71 de volta.

Em um evento em Los Angeles, em meados de setembro, Isaacman mostrou o contorno de uma aeronave semelhante ao Blackbird. Disse que não era um SR-71 e indicou que a NASA em breve faria voar uma aeronave a velocidades e altitudes comparáveis às alcançadas décadas atrás. A reportagem de origem diz que Isaacman também anunciou uma nova aeronave experimental para o fim de semana seguinte, ressaltando que ela não tinha relação com o Blackbird.

A Aviation Week também informou que, durante o verão, a NASA procurou ex-engenheiros do programa SR-71 para falar sobre uma vaga. O ex-engenheiro do programa Tim Conners argumentou que um Blackbird poderia servir como plataforma de testes voadora para motores de alta velocidade: embora simulações computacionais possam modelar a aerodinâmica nessas velocidades, disse ele, elas são menos eficazes para reproduzir como um novo motor se comportaria em uma aeronave veloz.

Fontes: Numerama.