No rescaldo de uma derrota histórica nas eleições de meio de mandato, onde Os Democratas assumiram o controle tanto da Câmara quanto do Senado, muitas figuras dentro do movimento MAGA mudaram seu foco de apoiar o presidente Donald Trump para responsabilizá-lo diretamente. Enquanto Trump passou a noite de terça-feira criticando a Fox News por dar plataforma a oponentes democratas e insistindo que teria vencido em uma avalanche se estivesse na cédula, uma revolta significativa emergiu entre seus antigos aliados.

Matt Walsh, um podcaster de direita, descreveu os resultados como uma catástrofe política de proporções históricas, rotulando Trump como um pato manco de 80 anos. Walsh atribuiu as derrotas à decisão do presidente de iniciar uma guerra com o Irã e seu foco em assuntos triviais, como renomear a superinteligência da inteligência artificial e o salão de baile da Casa Branca. Da mesma forma, o comentarista Mike Cernovich apontou para o afastamento dos eleitores liberais por parte de Trump como um fator chave na aniquilação do Partido Republicano.

O ex-conselheiro de segurança nacional Mike Flynn também direcionou a culpa ao presidente, afirmando que alguém precisa olhar no espelho, enquanto criticava adicionalmente os cristãos por não comparecerem para votar. O teórico da conspiração Alex Jones adotou uma postura mais agressiva em seu programa, declarando estar 100% em guerra com Trump. Jones sugeriu que, apesar de esforços anteriores para salvar o relacionamento, ele agora acredita que Trump é uma célula dorminda democrata definitiva trabalhando contra o movimento.

Outros comentaristas ecoaram esses sentimentos sem sempre nomear Trump diretamente. Jack Posobiec e Nick Sortor citaram a decisão de envolver-se em guerra com o Irã como uma causa primária para as derrotas. Marjorie Taylor Greene, que anteriormente havia rompido com Trump, afirmou que a eleição foi um referendo total sobre o presidente, observando que os eleitores seguiram sua liderança como se ele estivesse na cédula.

Apesar da reação vocal, alguns dos apoiadores mais proeminentes de Trump permaneceram em silêncio quanto à culpa. Elon Musk, que investiu centenas de milhões em candidatos republicanos perdedores, postou uma piada sobre seus lasers espaciais de interferência eleitoral falharem, mas notou que era interessante que as pesquisas de saída identificassem a guerra com o Irã como um problema massivo de perda. O influenciador DC Draino e o Presidente da Câmara Mike Johnson também se abstiveram de atribuir culpas específicas, com Johnson simplesmente afirmando que os resultados não foram o que esperavam.

Por outro lado, um grupo menor de figuras de direita continuou a defender Trump apesar do resultado. Laura Loomer elogiou o presidente como um herói por impedir que o Irã adquirisse uma arma nuclear e lamentou a ascensão do comunismo em vez de criticar sua liderança. Lara Logan culpou uma conspiração anônima dentro do Partido Republicano destinada a desmantelar o movimento MAGA, enquanto Chaya Raichik atribuiu as derrotas a um complô democrata de longo prazo envolvendo eleitores importados.

Kari Lake, nomeada por Trump como embaixadora na Jamaica, recusou-se a culpar o presidente e, em vez disso, reiterou alegações de uma eleição roubada, questionando a honestidade da contagem dos votos. Harrison Smith, apresentador do programa War Room de Steve Bannon, direcionou sua crítica para outros influenciadores como Ben Shapiro e Mark Levin, bem como para a AIPAC. Em uma reviravolta única, a ex-secretária de segurança interna Kristi Noem aceitou responsabilidade pessoal, sugerindo que as derrotas massivas ocorreram porque o governo foi muito bem-sucedido em seu primeiro ano.

Fontes: WIRED.